quinta-feira, 31 de maio de 2012

Quem são os 144.000 Selados?

Quem são os 144.000? Alguns dizem que eles constituem os únicos seres humanos que serão salvos. Mas outras passagens da Bíblia afirmam que o número dos salvos será incontável.
Foram submetidas a esta coluna diversas perguntas relacionadas com os 144.000. Devido às restrições do espaço desta seção, só consideraremos alguns pontos de maior relevância. Apresentaremos, no entanto, certos princípios por meio dos quais as pessoas interessadas poderão estudar o assunto por si mesmas.

Em primeiro lugar, lembremo-nos de que lidamos com profecias que se cumprem e com profecias que ainda não se cumpriram. Neste terreno o intérprete precisa andar com cuidado. Recordamos as palavras de Tiago White: "Na exposição de profecias que ainda não se cumpriram, onde a história não está escrita, o pesquisador não deve expor suas asserções com demasiado dogmatismo, para que não se perca no campo da
fantasia."
— Review and Herald, 29 de novembro de 1877.

A predição referente aos 144.000 se encontra no Apocalipse, um livro de profecia simbólica. Regras específicas se aplicam à interpretação dos símbolos da profecia. Por exemplo, no tocante ao número 144.000, existe a questão de que se deve interpretá-lo literalmente ou se é um número simbólico que representa um número muito maior em seu cumprimento. Assim, a pergunta referente a se "eles constituem os únicos seres humanos que serão salvos" pode ter uma inferência errônea, pois se o numero é simbólico, o total dos que serão salvos não precisa ser pequeno. Não há dados suficientes para dogmatismo sobre a questão de se interpretar esse número de maneira literal ou simbolicamente, mas as evidências parecem pender em direção à forma simbólica.

Façamos uma rápida análise da profecia acerca dos 144.000. Ela é apresentada em Apocalipse 7. Quatro anjos, "aos quais fora dado fazer dano à Terra e ao mar" (verso 2), recebem a ordem de adiar o dano que iriam causar, até que os servos de Deus fossem selados na fronte. O profeta ouviu então o número dos que foram selados: 144.000, compostos de filhos de Israel" (verso 4).
Depois disso, o profeta viu "grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (verso 9). Eles foram vistos "em pé diante do trono e diante do Cordeiro".

E claro que são apresentados aí dois grupos. Os 144.000 são representados como provenientes das 12 tribos de Israel, ao passo que a grande multidão abrange pessoas de todas as nações. Evidentemente, portanto, os 144.000 não constituem os únicos que serão salvos. Além deles, inumerável multidão encontrará a salvação.

Identifiquemos em primeiro lugar os quatro anjos. Notemos que lhes "fora dado fazer dano à Terra e ao mar". Parecem representar, portanto, as instrumentalidades divinas que trarão sobre a Terra os juízos finais de Deus. O selamento representa proteção contra o dano. Os que forem selados não serão destruídos quando os anjos finalmente soltarem os ventos.
Uma vez estudado o simbolismo, devemos perguntar: O que ou quem representam os símbolos? Os pormenores bíblicos são escassos, mas surge a ideia de que os 144.000 constituem aqueles a quem "Deus assina-la para a salvação no último período de tempo, quando Seus juízos estiverem prestes a cair. Comparando Apocalipse 7 com outras passagens, os adventistas elaboraram urna doutrina um tanto minuciosa sobre os 144.000, que a falta de espaço não nos permite reproduzir aqui. Sua interpretação estabelece tais pontos como a identidade do selo e as qualificações de caráter dos que receberão o selo.

Com frequência surge a pergunta: Os 144.000 representam somente os que estarão vivos quando Jesus vier, ou abrangem também alguns dos que morreram? Ao serem consideradas as observações de Ellen White a esse respeito, cumpre lembrar que as predições feitas por ela no início de seu ministério, de que Cristo voltaria brevemente, eram condicionais
(Mensagens Escolhidas, livro 1, págs. 66-69). Isto é confirmado por reiteradas declarações posteriores, em seu ministério, de que Cristo "já teria vindo" se houvessem sido cumpridas certas condições (ver O Desejado de Todas as Nações, ed. popular, pág. 609; O Grande Conflito, pág. 457; Testemunhos Seletos, vol. 3, págs. 72 e 297; Testimonies, vol. 8, págs. 115 e 116). Se o povo do advento houvesse prosseguido em seu entusiasmo inicial, os santos teriam entrado no reino há muito tempo (uns 100 anos atrás). Por conseguinte, as primeiras declarações de Ellen White sobre os 144.000 precisam ser interpretadas no contexto de uma expectativa precoce. A dilatação do Advento torna indefinido o ponto de tempo em que Deus começará a contar os 144.000.

Conquanto Ellen White tivesse muito que dizer sobre os 144.000, reconhecia evidentemente que nem todas as questões haviam sido elucidadas. Escrevendo em 1901, ela disse o seguinte: "Não é Sua vontade que eles [o povo de Deus] se metam em cru discussões acerca de questões que os não ajudam espiritualmente, tais como: Que pessoas vão constituir os cento e quarenta e quatro mil? Isto, aqueles que forem os eleitos de Deus hão de sem dúvida, saber em breve." — Mensagens Escolhidas, livro 1, pág. 174.

O ARMAGEDOM E OS 144 MIL

O Significado Bíblico do Armagedom

Todos os lugares proféticos, nomes próprios e designações do Apocalipse são empregados simbolicamente: As 7 cidades “da Ásia” (Ap. 1:11), judeus, Israel, Antipas, Balaão, Jezabel, os nomes das 12 tribos de Israel, Egito, Sodoma, a santa cidade (Ap. 11:1), Sião, Eufrates, hebreu, Armagedom, Babilônia, Gogue e Magogue.
Assim vemos que o desígnio geral do Apocalipse é usar lugares e nomes próprios em um sentido simbólico. A primeira vez que a palavra “lugar” é usada (Ap. 2:5), refere-se a Éfeso, uma cidade “na Ásia” – não muito distante de Megido – conseqüentemente, a mesma palavra em Ap. 16:16 também se refere a um “lugar” simbólico. Em “Our Firm Fundation, vol. 2, pp. 291, 292, é afirmado: “O Ar no começo da palavra traduzida ‘Armagedom’ na Versão Autorizada, deveria ser Har, e é assim encontrado em um número de versões inglesas...Har é a palavra hebraica para ‘monte’, e é assim traduzida quase 500 vezes no Velho Testamento. Se considerarmos Har como ‘monte’ e o restante da palavra, magedom, como o ‘Megido’ do Velho Testamento, teremos o significado – ‘monte de Megido’.

Não Há Referencias ao “Monte” Megido

Porém, havia tal monte? Nós encontramos no Velho Testamento referências escritas à: Cidade de Megido (I Reis 9:15); Planície (ou vale) de Megido (Zacarias 12:11, LXX); águas de Megido (Juízes 5:19); habitantes de Megido (Josué 17:11); vale de Megido (II Cron. 35:22)... Mas não havia nenhuma colina ou monte com esse nome. Isso é reconhecido por muitos estudantes da profecia, como mostram as prévias exceções. Sendo este o caso, somos forçados a pensar nesta palavra em sentido simbólico.
Ora, a palavra monte é às vezes empregada em sentido simbólico no Velho Testamento (Isaías 13:4; Jeremias 51:24-25; etc.). Tendo essas passagens como pano de fundo para a interpretação da expressão ‘monte’, podemos afirmar que uma grande concentração de pessoas (talvez a maior até então) acontecerá pouco antes da vinda de Jesus, onde estarão reunidos os ímpios de um lado e os santos do outro. O contexto parece indicar o ataque final contra o povo de Deus, ou seja, a tentativa de executar o decreto de morte, porém do céu vem o socorro a favor dos santos!
Como o “Armagedom” é empregado simbolicamente em um sentido amplo mundial, o Eufrates que é mencionado na mesma descrição também deve ter um sentido simbólico amplo mundial.
O Apocalipse é baseado no princípio de que o amplo mundial é simbolizado pelo local... O Senhor Jesus declara: “...e nos fez reino, sacerdotes” (Ap. 1:6). Assim, a designação de rei-sacerdote de Salém (Melquisedeque), o tipo de Cristo, é aplicada aos crentes (que partilham o privilégio do ministério e do serviço com o Senhor).
A citação em Ap. 1:7: “...e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”, leva-nos de volta a Zacarias 12:11-14, onde essa lamentação das “famílias” (tribos) foi predita para ocorrer “em Jerusalém, como o pranto de Hadadrimom no vale de Megido.” Quando citando esta passagem de Zacarias ao predizer as cenas mundiais associadas com o Seu segundo advento, Jesus disse: “e todas as tribos da terra se lamentarão” (Mat. 24:30).
A aplicação de João dos mesmos versos em Zacarias é: “e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”. É para essas mesmas “tribos” mundiais – “cada nação” – que a mensagem de Ap. 14:6 está sendo pregada. Assim, o Apocalipse emprega o princípio de que o amplo-mundial é simbolizado pelo local – e é dessa maneira que ele traz para dentro de seu panorama do Armagedom mundial, os eventos e lugares do Velho Testamento, incluindo o Megido.
(Baseado em “Bible Principles of Interpretation- Establish Truth and Safeguard Against Errors”, págs. 42-44 – por Louis Were).

UMA BATALHA BASEADA EM FATOS
DO VELHO TESTAMENTO

Armagedom: Uma Intervenção Divina na História da Redenção

A batalha do Armagedom, em virtude de seu nome simbólico, parece aludir à guerra do antigo Israel contra Sísera, o comandante militar dos reis cananitas, e à surpreendente vitória próximo às águas de Megido (Juízes 5:19). Quando Sísera atacou a Israel com 900 carruagens de ferro, “as estrelas” do céu tornaram-se aliadas do exército de Israel. Como resultado, uma repentina chuva caiu alagando todas as carruagens hostis.
Assim, o Deus de Israel manifestou o Seu auxílio como um Guerreiro Divino. Ele realmente foi a frente de Israel e “derrotou a Sísera” (juízes 4:14, 15), “e todo o exército de Sísera caiu ao fio da espada; não restou um só homem” (Juízes 4:16; 5:19-21).
O cântico de Débora louva a essa intervenção de Deus próxima a megido como “atos de justiça do SENHOR” (5:11) em favor de Israel. E essa vitória foi de tal importância histórica que precisava ser contada e relembrada (Juízes 5:10:11). O cântico conclui com essa futura perspectiva: “Assim ó Senhor, pereçam todos os teus inimigos!” (verso 31).
A natureza tipológica dos juízos divinos do Velho Testamento é amplamente reconhecida. Louis F. Were observa: “Era costume dos profetas conduzidos pelo Espírito empregar os eventos locais e nacionais em uma ‘dupla’ aplicação ao retratar os eventos mundiais em ligação com o Messias e a Sua igreja” (The Fall of Babylon in Type and Antitype, p. 64).

(Baseado em “The Good News About Armageddon”, págs. 11, 12 e 20).

Dessa maneira, entendemos que a batalha travada contra Sísera em Megido, embora este estivesse levando vantagens militares quando do céu veio o socorro divino, serve de base para compreendermos a natureza do que ocorrerá no grande dia do Armagedom!

Textos Inspirados Sobre o Decreto de Morte

Alguns Justos nas Cidades, Depois de Aprovado o Decreto de Morte

No tempo da angústia fugimos todos das cidades e vilas, mas fomos perseguidos pelos ímpios, os quais entraram nas casas dos santos com espada. (Primeiros Escritos, pág. 34).
Ao deixarem os santos as cidades e vilas, eram perseguidos pelos ímpios, que os procuravam matar. Mas as espadas que se levantavam para matar o povo de Deus, quebravam-se e caíam tão impotentes como uma palha. Anjos de Deus escudavam os santos. (Primeiros Escritos, págs. 284 e 285).

Decreto de Morte Semelhante ao que Foi Promulgado por Assuero

O decreto que finalmente sairá contra o remanescente povo de Deus será muito semelhante ao que Assuero promulgou contra os judeus. Hoje os inimigos da verdadeira igreja vêem no pequeno grupo de guardadores do sábado, um Mardoqueu à porta. A reverência do povo de Deus por Sua lei, é uma constante repreensão aos que têm deixado o temor do Senhor, e estão pisando o Seu sábado. (Profetas e Reis, pág. 605).
Vi então os principais homens da Terra consultando entre si, e Satanás e seus anjos ocupados em redor deles. Vi um escrito, exemplares do qual foram espalhados nas diferentes partes da Terra, dando ordens para que se concedesse ao povo liberdade para, depois de certo tempo, matar os santos, a menos que estes renunciassem sua fé peculiar, abandonassem o sábado e guardassem o primeiro dia da semana. (Primeiros Escritos, pág. 282).

Os 144 Mil

Cantavam um "cântico novo diante do trono - cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro - hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência - e nunca ninguém teve experiência semelhante. "Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai." Apoc. 14:1-5. "Estes, tendo sido trasladados da Terra, dentre os vivos, são tidos como as primícias para Deus e para o Cordeiro." Apoc. 15:3. "Estes são os que vieram de grande tribulação" (Apoc. 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. (O Grande Conflito, págs. 648 e 649).
Uma Tríplice Mensagem. _ Em Apocalipse 14:6 e 7 é predita a proclamação da mensagem do primeiro anjo. E continua, a seguir, o profeta: "E outro anjo seguiu dizendo: Caiu, caiu Babilônia. ... E seguiu-os o terceiro anjo." A palavra aqui traduzida "seguiu" significa, em construções semelhantes à do texto, "ir juntamente". Liddell e Scott assim a traduzem: "Seguir alguém", "ir em seguida, ou com alguém". Robinson diz: "Seguir, ir juntamente, acompanhar alguém." É a mesma palavra que se emprega em Marcos 4:24 _ Jesus "foi com ele, e seguia-O uma grande multidão, que O apertava". É também empregada a respeito dos cento e quarenta e quatro mil remidos, onde se diz: "Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai." Apoc. 14:4. Em ambos estes lugares é evidente que a idéia que se tem em vista transmitir é a de ir juntamente, em companhia. Assim, em I Coríntios 10:4, onde lemos acerca dos filhos de Israel que "bebiam da pedra espiritual que os seguia", a palavra "seguia" é traduzida da mesma palavra grega. Disto aprendemos que a idéia em Apocalipse 14:8 e 9 não é simplesmente que o segundo e terceiro anjos seguiram o primeiro sob o ponto de vista do tempo, mas que com ele foram. As três mensagens não são senão uma tríplice mensagem. São três unicamente na ordem em que surgem. Tendo sido proclamadas, prosseguem juntas e são inseparáveis (O Grande Conflito, 436 [explicação adicional]).
Vi que os quatro anjos segurariam os quatro ventos até que a obra de Jesus estivesse terminada no santuário, e então viriam as sete últimas pragas. Essas pragas enfureceram os ímpios contra os justos, pois pensavam que nós havíamos trazido os juízos de Deus sobre eles, e que, se pudessem livrar a Terra de nós, as pragas cessariam. Saiu um decreto para se matar os santos, o que fez com que esses clamassem dia e noite por livramento. Esse foi o tempo da angústia de Jacó. Gên. 32. Então todos os santos clamaram com angústia de espírito, e alcançaram livramento pela voz de Deus. Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram. Sua face se iluminou com a glória de Deus (Vida e Ensinos, 100, 101).

OS 144.000


Muitos não gostam de tocar no assunto. Outros dizem que não tem suficiente luz sobre o assunto.
Realmente, temos que concordar que nem a Bíblia e nem o Espirito e Profecia derrama sobre nós uma torrente de luz sobre os cento e quarenta e quatro mil, mas também não podemos ir ao extremo alegando não haver nenhuma luz. A única solução plausível é ficarmos com a revelação que Deus nos dá na Bíblia e no Espirito de Profecia, deixando de lado as argumentações humanas e deixar vigorar um “ASSIM DIZ O SENHOR”.
I) AS TRÊS TEORIAS PREVALESCENTES SOBRE OS 144.000

a) PRIMEIRA TEORIA: Serão salvos só 144.000 pela pregação das 3 mensagens angélicas, desde 1844 até a volta de Cristo, incluindo os que morreram fieis a mensagem do terceiro anjo. Só 144.000 Adventistas serão salvos.
b) SEGUNDA TEORIA: Os 144.000 são salvos entre os vivos por ocasião da Volta de Cristo. Somente eles permanecerão vivos até a volta de Jesus, os demais justos morrerão antes das 7 pragas para serem então ressuscitados na Volta de Cristo.
c) TERCEIRA TEORIA: Os 144.000 são um grupo especial, selecionado e escolhido dentre os salvos vivos por ocasião da volta de Jesus. Os 144.000 são representantes da grande messe de salvos vivos na volta de Jesus.

As 3 teorias existem há muitos anos e foram expostas e defendidas por alguns pioneiros da igreja:
1) Huriah Smith – expôs a 1ª toria (fonte: Folheto dareforma “A obra doAssinalamento” Coleção Laodicéia nº 5 p. 7-8).
2) Butler expôs a 2ª teoria (fonte: Review 26/02/1889p.137) butler era Pres. Da associação Geral.
3) Daniells – expôs a 3ª teoria (fonte; Folheto da Reforma Coleção Laodicéia nº 5 p. 5) Daniells era Pres. Da Assoc. Geral escolhido por Deus – cf. Notas e Ms. Vol 1 p. 111 – 112.

O que vem comprovar tal divergência de idéias defendidas por alguns dirigentes e pioneiros e publicadas em revistas e livros oficiais da igreja comprovam que:

a) A igreja não tinha este assunto como doutrina ou ponto de salvação.

b) Que nunca adotou oficialmente um ponto de vista sobre o assunto.

c) Que a acusação dos Reformistas alegando terem os Adventitas do 7º Dia abandonado o primeiro ensino dos pioneiros é falsa.

II) COMPROVAÇÃO DA VERACIDADE DE UMA TEORIA

a) A Aceitação de uma teoria por anos, não é prova de que seja verdadeira. Admitamos que a teoria “só os Os 144.000 de Uriah-Smith” fosse a mais difundida e a mais aceita, ISSO COMPROVA QUE ELA SEJA VERDADEIRA?

O que diz o Espirito de Profecia sobre os certos ensinos aceitos, mesmo como doutrina por anos? (ler T.M. pag 105, V.E. pag202:2, T.vol 5 pag 575 (ingles), T.S. vol II pag. 219)

Rewiew 20/12/1892: “Não há escusas para alguem que toma uma posição que não há mais verdade para ser revelada, e que todas as nossas explanações da escritura estão sem um erro. O fato de que certas doutrinas têm sido defendidas como verdade por muitos anos pelo nosso povo, não é uma prova de que nossas idéias são infalíveis. O tempo não deixará permanecer o erro na verdade, e a verdade pode ser esclarecida. Nenhuma verdadeira doutrina perderá alguma coisa pela inteira investigação.” EGW
EGW R.H. 25/03/1890: “Nós não defendemos que nas doutrinas descobertas por aqueles que tem estudado a Palavra da verdade, não exista algum erro, por que nenhum homem que vive é infalível”.

b) Qual é a prova para confirmação de cada teoria? Ler – T.S. vol II pag 219:12
A.A. pag 69 afirma: “ A Palavra de Deus precisa ser reconhcida como estando acima de toda a legislação humana. Um “Assim diz o Senhor”,não deve ser posto à margem por um “Assim diz a Igreja” ou um “Assim diz o estado”.

III) EXAME DAS TEORIAS


1ª TEORIA
Consideremos a doutrina “ s´os Os 144.000 salvos desde 1844 até a volta de Jesus” criada e defendida pelos reformistas. Essa doutrina é “ant-bíblica” pois o plano de Salvação ideado por Deus é claramente exposto em Apoc.14:6 – “evangelho eterno para pregar aos que assentam sobre a terra, e a cada nação, lingua, e povo...
Apoc.22:17 –“O Espirito e a noiva dizem: Vem; Aquele que ouve diga vem. Aquele que tem sede, venha, e quem quizer receba de graça a água da vida.”
I Tim.2:14 - ... o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”.
João 3:16 - ...para quetodo aquele que nEle crê não pereça, mastenha a vida eterna”.
Os Reformistas crêem que as almas sinceras que morrem sem conhecer a terceira mensagem angélica são salvas. Para a salvação dessas almas não há limite de número, milhões podem ser salvos.

REFUTAÇÃOAOS REFORMISTAS - Segundo os reformistas ensinam, então é melhor não pregar a terceira mensagem angélica ao mundo, pois a pregação desta mensagem limita o número de salvos. Não convém tampouco para os que crêem na mensagem, prega-la, pois estariam ganhando concorrentes.
O Espirito de Profecia falando sobre número de almas sincerasque estão nas igrejas caídas diz:
G.C. pag 381:3; 382:0 –“A mensagem de apocalipse 14, anunciando a queda da Babilônia, deve aplicar-se às organizações religiosas que se corromperam. Visto que esta mensagem se segue à advertência acerca do juízo, deve ser proclamada nos últimos dias; portanto, não se refere apenas à Igreja de Roma, pois que esta igreja tem estado em condição decaída há muitos séculos. Demais, no capítulo 18 de Apocalipse, o povo de Deus é convidado a sair de Babilônia. De acordo com esta passagem, muitos do povo de Deus ainda devem estar em Babilônia. E EM QUE CORPORAÇÕES RELIGIOSAS SE ENCONTRARÁ HOJE A MAIOR PARTE DOS SEGUIDORES DE CRISTO? SEM DÚVIDA, NAS VÁRIAS IGREJAS QUE PROFESSAM A FÉ PROTESTANTE.”
G.C. pag 389:1 – “Apesar das trevas espirituais e afastamento de Deus prevalescentes nas igrejas que constituem Babilônia, a grande massa dos seguidores verdadeiros de cristo encontra-se ainda em sua comunhão”.
O Livro Colportor Evangelista pag 21:0,fala dos conversos da hora undécima: “Por meio de sua fiel administração, uma multidão que ninguem poderá enumerar se tornará filhos de Deus, capacitados para a eterna glória.”


2ª TEORIA

“Só 144.000 salvos vivos na volta de Jesus, os demais morrerão antes das 7 pragas, ou seja, antes do Fechamento da Porta da Graça, para então serem ressuscitados na volta de Jesus.”
Nas considerações que fizemos na 1ª Teoria já destacamos a “grande multidão de salvos na hora undécima que no prsente ainda está nas igrejas caídas, mas que de lá sairão quando ouvirem a mensagem do anjo de apocalipse18. Sendo assim o número de salvos tende a aumentar assustadoramente à medida que nos aproximamos do Fechamento da Porta da graça. Trascrevmos aqui G.C. pag 632 “Se o sanguedas fieis testemunhas de Cristo fosse derramado nessa ocasião, não seria como o sangue dos mártires, qual semente lançada a fim de produzir uma messe para Deus. Sua fidelidade não seria testemunho para convencer outros da verdade: pois que o coração endurecido ebateu as ondas de misericórdia até não mais voltarem. Se os justos fossem abandonados para caírem como presa de seus inimigos, seria triunfo para o príncipe dstrevas”.
Os mártires cristãos moriam como testemunhas para a conversão de outros. Seu sangue era semente que produzia grande messe. Deus não tem prazer na morte dos Seus filhos, quando permite é com o objetivo de, pelo tstemunho fiel deste que morre, ganhar dezenas de outros. E a morte neste tempo de angustia não converteria corações pois a porta da graça já estará fechada, portanto não serão entregues nas mãos de Satanás para serem mortos. SE UM OU OUTRO, NO TEMPO DE ANGÚSTIA QUE ANTECEDE O FECHAMENTO DA PORTA DA GRAÇA, FOR MORTO, O QUE É POSSÍVEL, POIS AINDA HÁ TEMPO DE GRAÇA, SERÁ PARA GANHAR OUTROS PARA AS FILEIRAS DO SENHOR. O NÚMERO, PORTANTO, DOS JUSTOS MESMO ASSIM, NÃO DIMINUIRÁ, AO CONTRÁRIO, TENDE AUMENTAR.

3ª TEORIA

Consideraremos agora a teoria “os 144.000 como grupo, selecionado e escolhido dentre os demais salvos vivos, como representantes da grande multidão de salvos vivos por ocasião da volta de Cristo.”

a) Apoc. 7:4-8 : 12.000 exatos de cada tribo. Deixa-nos a idéia de ESCOLHA. 12.000 escolhidos de cada tribo dá-nos a idéia de uma PARTE MENOR sendo escohida de uma PARTE MAIOR.
b) Apoc. 14:4 u.p.: Aqui os 144.000 são identificados como sendo PRIMÍCIAS PARA DEUS E O CORDEIRO. Muitas interpretações poderiam ser dadas sobre o têrmo “primícias”, mas deixemos que a Bíblia explique a Si mesma.Qual é o significado bíblico do têrmo “Primícias”?
Ex. 23:19 e Núm. 18:12-14 = As Primícias, dentro do contexto bíblico, eram exatamente o que já dissemos dos 144.000 “UMA PARTE MENOR escohida de uma PARTE MAIOR”. A parte menor se chamava Primícias e a parte maior se chamava seara. O melhor da grande seara era extraído e entregue ou dedicado ao Senhor como Primícias, representando a grande messe.
Eis aí o que os 144.000 são: PRIMÍCIAS PARA DEUS E OCORDEIRO. SEPARADOS DA SEARA, SENDO APRESENTADOS COMO ESTANDO EM LUGAR ESPECIAL, PARA SERVIÇO ESPECIAL E COM PRIVILÉGIOS ESPECIAIS.
Apo.14:1-5 e A. A.p. 591:1 onde lemos: “Estes são os que seguem o Cordeiro onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. A visão do profeta representa-os como estando sobre o monte sião cingidos para o SANTO SERVIÇO, vestidos de linho branco, que representa a justiça dos santos”.
No livro G.C. pag 646 distinguimos claramente os dois grupos reunidos perante Deus, A SEARA E AS PRIMÍCIAS. Lemos: “No mar cristalino diante do trono, nequele mar como vidro misturado com fogo – tão resplendente é ele pela glória de Deus – está reunida a multidão dos que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem e do seu sinal, e do número do seu nome. Com o Cordeiro, sobre o monte Sião, “tendo harpas de Deus”, estão os 144.000 que foram remidos dentre os homens....”

IV) PARALELO ENTRE AS PRIMÍCIAS E A SEARA


a) Primícias e seara dos mortos
Na primeira carta aos corintios cap 15:20e 23 lemos: “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as Primícias dos que dormem”. “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as Primícias; depois os que são de Cristo, na Sua vinda.”
Se existem as Primícias dos mortos é porque existe também uma seara de mortos. Dentro do contexto bíblico não podem existir primícias sem Seara. Por essa razão EGW ao comentar sobre a ressurreição de jesus e os que com Ele ressuscitaram diz:
DTN pag 585 e 586 “O molho dedicado à Deus representava a colheita. Assim Cristo, as Primícias, representava a grande messe espiritual a ser colhida para o reino de Deus. Sua resssurreição é o tipo e o penhor da ressurreição de todos os justos mortos.” “quando Cristo ressurgiu, troxe do sepulcro uma multidão de cativos. O terremoto, por ocasião de Sua morte, abrira-lhes o sepulcro e, ao ressuscitar Ele, ressurgiram juntamente...” “Aqueles, porém, que ressurgiram por acasião da ressurreição de Cristo, sairam para a vida eterna. Ascenderam com Ele, como troféus de sua vitória sobre a morte e o sepulcro. Estes, disse Cristo, não mais são cativos de satanás. Eu os redimi. TROUXE-OS DA SEPULTURA COMO AS PRIMÍCIAS DE MEU PODER, para estarem comigo onde eu estiver, para nunca mais verem a morte nem experimentar a dor.”
Completamos o pensamento com a delaração da pag 620 último parágrafo: “Estão ansiosos por celebrar-lhe o triunfo e glorificar seu Rei. Mas Ele os detém com um gesto. Ainda não. Não pode receber a coroa de glória e as veste reais. Entra à presença do Pai. Mostra a fronte ferida, o alanceado flanco, os dilacerados pés; ergue as mãos que apresentam os vestígios dos cravos. Aponta para os sinais de Seu triunfo; apresenta a Deus o molho movido, aqueles ressuscitados com Ele como REPRESENTANTES DA GRANDE MULTIDÃO QUE HÁ DE SAIR DO SEPULCRO POR OCASIÃO DE SUA SEGUNDA VINDA.”
PRIMÍCIA DOS MORTOS SEARA DOS MORTOS
Jesus e os que ressuscitaram Todos que sairão do sepulcro
Com Ele na volta de jesus.
DTN p 585-586 DTN p 620
1ª Cor 15:20-23


b) Primícia e Seara dos vivos
Sendo que Jesus e os que ressuscitaram com Ele são identificados como PRIMÍCIA da grande SEARA de mortos que ressurgirão por ocasião da segunda vinda de Cristo, logo os 144.000 não podem ser as PRIMÍCIAS dos mortos , uma vez que os 144.000 são escolhidos dentre os vivos que nunca experimentaram a morte, conforme o que lemos em P.E pg 282; 164; GC pg 646. Se os 144.000 são as PRIMÍCIAS DOS VIVOS, então obrigatoriamente tem que existir uma SEARA DE JUSTOS VIVOS. Como já dissemos, Não pode haver Primícia sem Seara, esta é uma conclusão 100% bíblica. O apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos cap 11:16 nos declara: ...”se forem santas as primícias da massa igualmente o será a sua totalidade...”
Isto significa que por ocasião da volta de Cristo teremos uma grande SEARA DE JUSTOS VIVOS QUE NÃO EXPERIMENTRAM A MORTE COM SUAS RESPECTIVAS PRIMÍCIAS QUE SÃO O GRUPO DOS144.000.



PRIMÍCIA DOS VIVOS SEARA DOS VIVOS
Os 144.000 todos os justos que permanecerem -------------------------- vivos até a volta de Cristo



No livro GC pg 624 vemos distintamente a existência de dois grupos presentes na terra durante as 7 pragas:
“...Muitos encontrarão refúgio na fortaleza das montanhas. Semelhantes aos cristãos dos vale piemonte, dos lugares altos da terra farão santuários, agradecendo a Deus pelas “fortalezas das rochas”. Is. 33:16 “Muitos, porém, de todas as nações, e de todas as classes, elevadas e humildes, ricos e pobres, pretos e brancos, serão arrojados na escravidão mais injusta e cruel. Os amados de Deus passarão por dias penosos, presos em correntes, retidos pelas barras da prisão, sentenciados à morte, deixados alguns aparentemente para morrer à fome nos escuros e nauseabundos calabouços”. Nesses dois grupos mencionados distinguimos uma DIVERSIDADE DE EXPERIÊNCIA, um grupo bem mais provado, sofrendo perseguição bem mais terrível do que o outro. Discernimos aqui A EXPERIÊNCIA DAS PRIMÍCIAS e a EXPERIÊNCIA DA SEARA durante as 7 pregas. GC. 633.
Assim como os ressuscitados com Cristo são Primícias dos mortos, representantes da grande multidão que há de sair do sepulcro por ocasião da Segunda VINDA DE CRISTO DTN pg 620,da mesma forma os 144.000 são Primícias dos vivos, representantes da grande Seara de justos vivos por ocasião da Segunda VINDA DE CRISTO. Cada Seara com suas respectivas Primícias.

V) QUEM CANTARÁ O CÂNTICO DE MOISÉS E DO CORDEIRO ?

Ler T.S vol 2 pg 351- dois grupos de salvos em diferentes lugares, todos cantavam. Todos cantarão o ântico de Moisés e do Cordeiro.

Pergunta:
Por que então a Bíblia diz que só os 144.000 cantarão?

RESPOSTA:
Porque o cântico de Moisés e do Cordeiro é o canto da experiência de cada um, e nunca ninguém teve experiência semelhante à dos 144.000. No livro G C pag 646 lemos: “ninguém a não ser os 144.000 pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante”

Para cada remido o cântico tem um sentido, pois as experiências são diferentes, e este é o cântico da experiência de cada um de sua vitória sobre o pecado. Os 144.000 são um grupo que possui uma experiência HOMOGÊNIA, as provações, as características, as virtudes mencionadas em Apoc. 14;1-5 são referentes ao grupo, passaram pela mesma experiência, experiência esta que nenhum outro passou a não ser os 144.000. por essa razão ninguém pode cantar como eles cantam. É um cântico de livramento da sua experiênca. Com tal sentimento eles cantam.

PERGUNTA: Porque é um Cãntico Novo ? em que sentido?

RESPOSTA: É novo porque nunca dantes fora cantado no céu e também é novo para cada um que o canta, pois é o canto de sua vitória sobre o pecado.
CONCLUSÃO: todos devemos lutar para estarmos entre os remidos
do Senhor. Não importa onde estivermos, ou como Primícias ou Seara, o importante é estarmos SALVOS desfrutando das delícias da nova terra. Todos seremos filhos e filhas de Deus. Herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo. “As Primícias são santas e também a massa o é” Rom. 11:16

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